Aluno

Camila Fagundes

Ano/Semestre de Ingresso

2015.1

Faculdade

Bahiana

Curso

Medicina 2015.1

1 - O que você achou do seu resultado do vestibular? Por que?

O resultado do meu vestibular foi o espelho do meu comportamento ao longo desse tempo de estudo, já que a certeza que um dia a aprovação chegaria me conduziu com tranquilidade na hora da prova. Acreditar em mim foi decisivo, ficando acima de qualquer conhecimento de cálculo, teoria ou de redação.

2 – Como era a sua rotina e metodologia de estudo?

Minha rotina de estudos sempre foi muito densa, mas com pausas e descanso necessário. Quando eu sento pra estudar, não deixo nada me atrapalhar, a concentração é fundamental e isso envolve manter o sono em dia. Quando o cansaço batia eu ia dormir, não ficava forçando o estudo porque sabia que não ia render e no outro dia ficaria caindo de sono na aula. Eu estudei fazendo muitas questões, principalmente de exatas e naturais. Humanas eu prestava mais atenção na aula mas não perdia tanto tempo em casa. Além disso, no mínimo uma redação por semana, sendo geralmente umas 3, porque eu reescrevia até ficar muito boa, e com todo o estudo cronometrado, tanto nas questões objetivas quanto nas discursivas e nos textos.

3 – Quais foram suas maiores dificuldades, tanto de matérias quanto de desafios externos?

As dificuldades de matéria se concentravam mais nas exatas, já que eu podia acertar o raciocínio mais difícil mas sempre errava uma conta ou alguma besteira, então fiz muitas questões de todos os tipos pra tentar evitar as armadilhas da prova. Os desafios externos se concentravam nas cobranças que eu mesma fazia, pelo tempo de cursinho e tantas derrotas no vestibular. Quando eu percebi que me apoiando nos meus pais, na minha família, nos meus amigos e namorado, seria muito mais difícil me derrubar, as coisas começaram a dar certo. Meu professor de química chama isso de Regra da Aranha: você só consegue dar uma rasteira em quem se apoia muito a uma coisa só, no caso, muitas pessoas se prendem ao vestibular apenas, quem tem várias bases não cai, ninguém consegue dar uma rasteira numa aranha.

4 – Como foi o momento em que você viu que tinha sido aprovado?

Na hora que a lista saiu eu estava dirigindo, meu celular começou a apitar sem parar, me tremi toda quando ouvi o primeiro áudio de “PARABÉNS”. Mas a emoção de verdade foi quando eu cheguei em casa e minha mãe começou a chorar, e quando meu pai raspou a cabeça. Ver os olhos dos meu pais brilhando de felicidade foi a melhor sensação do mundo.

5 – Quais você considera terem sido seus maiores acertos e erros nesse processo?

Meus erros ensinaram muito mais que meus acertos, por exemplo, eu aprendi a não subestimar nenhuma questão (como Mateus diz: “o céu não é tão perto”) a não deixar de assistir as aulas, porque o professor podia comentar alguma coisa que parece até dispensável mas as vezes é a questão da prova e acima de tudo aprendi que fazer a prova com nervosismo só te tira do jogo, é fundamental estar tenso no sentido de concentrado, mas com a mente tranquila!

6 – Como nosso curso contribuiu para a sua aprovação?

Mateus me ensinou que a “parte suja” a gente faz em casa. Eu já chegava na aula com as duvidas separadas, tudo estudado antecipadamente, e as questões que eu não tinha conseguido fazer eu ja tinha tentado pelo menos 3 vezes. Foi fundamental também,aprender a fazer a prova, ter malícia, não perder tempo, saber o que da pra fazer e o que não dá.

7 – Qual a sua avaliação das nossas aulas?

Eu gosto das aulas que a gente saía tonto de tanta coisa. As de física são as melhores, com vídeos e demonstrações fica bem mais dinâmica. Matemática era mais “quebra-cabeça” e eu gostava de fazer várias questões, uma de cada de modelo, pra ter a sensação de dever cumprido, e não cair das pegadinhas com questões parecidas.

8 – Quem mais foi fundamental para a sua aprovação? Gostaria de dizer alguma coisa a essa pessoa?

Sem dúvidas meus pais foram as peças chave, nunca me cobraram nada e me levantaram a cada queda, sorriam e choravam junto a mim, me fazendo ter forças pra enfrentar a próxima luta, com resiliência e superação. Eu sou muito apegada a Deus, então isso me ajudou demais, pois saber que fazendo a minha parte Ele se encaminharia do resto,foi o que me deu a tranquilidade pra seguir. Minhas amigas também, sobretudo Nina, não por ser mais especial que as outras, mas por ter vivido essa luta do meu lado, passou antes de mim e não me abandonou, pelo contrário, me deu TODOS os resumos que ela tinha feito, com os mapas mentais e as provas antigas, rezava pra que eu passasse como se fosse ela, e da mesma forma que minha mãe chorou muito de alegria quando ela passou, a mãe dela, Tia Rita, chorou comigo! O grupo NDS vai ta sempre no meu coração, estamos juntas desde os 12 anos hahahhaa. Além dos amigos antigos, os novos que eu fui conhecendo nesses anos de vestibular, me ajudaram muito e eu sei que são de verdade, porque quem é amigo na hora difícil é amigo pra qualquer hora! Meu namorado me ajudou muito também, com a compreensão e o carinho pra enfrentar essa situação, levando um namoro de só se ver de sábado em sábado, sempre com o horário corrido, porque eu tinha que estudar no dia seguinte. Quem superou essas dificuldades comigo, merece o melhor de mim.

9 – Qual conselho daria para quem vai enfrentar vestibular?

Aos que continuam nessa batalha, NUNCA DESISTAM DOS SEUS SONHOS!!! A sensação de conseguir é a melhor da vida, e todo o esforço vai ter valido a pena!! Acreditar que é possível realizar um sonho é o primeiro passo para concretiza-lo. Estudem muito, façam a parte de vocês que Deus se encaminha do resto.

10 – Quais os planos daqui pra frente?

Daqui em diante é continuar estudando MUITO, mas sem esquecer de toda essa trajetória, não só pra valorizar minha conquista mas também pra não esquecer quem eu sou e de onde eu vim. Tem uma frase que eu gosto: “Chegando ao destino, não se esqueça de onde partiu”.