Aluno

André Luiz

26/06/1998

Ano/Semestre de Ingresso

2016.2

Faculdade

Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Curso

Medicina 2016.2

1 – O que você achou do seu resultado no vestibular? Por quê?

Acho que foi uma das melhores coisas que já me aconteceu! Sempre fui um cara muito supersticioso e, no dia da prova, poucas coisas estavam ocorrendo conforme planejado, muitas indicando que eu iria perder. Meu desempenho estava certo para dar errado, segundo as crenças populares de sorte. Felizmente, um novo aprendizado: superstição é uma besteira!

2 – Como era sua rotina e metodologia de estudo?

Não funciono bem com cronogramas e planos de estudo, acabo sempre me esquecendo ou atrasando assuntos. Basicamente, eu buscava estudar o que foi dado nos dias de aula do cursinho, baseado em metas de produtividade e tentando sempre fazer com que, no dia do vestibular, tivesse consciência de que a minha preparação havia sido mais difícil do que o que estava naquele pedaço de papel que me aguardava. Nunca perdi noites de sono, normalmente terminava o dia de estudo às 22:00 e dormia 22:30. Outra coisa que funcionava comigo era a presença de aulas ao longo da semana fora do cursinho. Fazia aula de redação, Teu no MSL e encontros até 23:30 às quintas-feiras com um professor particular. Sábado era o meu dia de relaxar, mas só à noite, pois de manhã o cursinho tinha aula, e de tarde eu tentava resolver todas as questões dos assuntos que Teu trabalhou em sala. Meu "relaxamento" envolvia programas leves que não comprometessem o dia seguinte. Quando não conseguia resolver todas as questões, utilizava os intervalos entre as aulas do cursinho para concluir. Aos domingos, treinava questões discursivas, priorizando biologia, e elaborava uma redação. É muito importante treinar questões discursivas e marcar o tempo de resolvê-las. Uma grande dificuldade na prova de 2ª Fase da EBMSP é o tempo, relativamente curto quando consideramos 15 questões discursivas interdisciplinares e uma redação com alto nível de cobrança.

3 – Quais foram suas maiores dificuldades, tanto de matérias quanto de desafios externos?

Nunca fui um grande fã de literatura, nem de geografia, e meu maior desafio neste processo foi achar um método de estudo que funcionasse comigo: tenho problemas com concentração. Descobri que não aprendo só lendo ou só ouvindo, preciso resolver questões ou elaborar esquemas. Além disso, a outra grande dificuldade foi lidar com a procrastinação. Sempre enrolo muito, tanto no celular quanto olhando para a parede do meu quarto. Este último, durante os longos períodos de estudo, é algo extremamente divertido.

4 – Como foi o momento em que você viu que tinha sido aprovado?

Foi muito engraçado. Estava me alistando no exército, quando recebi uma ligação de uma amiga informando que haviamos passado. Não conseguia abrir a lista, então entrei em um grupo de amigos, e logo percebi que mandaram a lista, parabenizando os que passaram. Dentre estes, Deko. De cara, não caiu a ficha: precisei parar por um momento e olhar a lista pra depois comemorar com meu pai e os militares presentes. Uma sensação indescritível de euforia e dever cumprido, quando todos os dias de estudo passaram como um filme na minha cabeça.

5 – Quais você considera terem sido seus maiores acertos e erros nesse processo?

Acho que meu maior acerto foi ter estudado, desde o início do ano, os assuntos como se nunca tivesse visto. Nesse ano, também, não fiz nenhuma prova específica da Bahiana, exceto durante os simulados organizados. Isso não é necessariamente um acerto, mas acho que foi um aspecto positivo na minha jornada, pois não fiquei preso aos assuntos de sempre, permanecendo atento à inovação que poderia ocorrer no estilo de prova e nos temas cobrados. O grande acerto, porém, foi vencer o comodismo, buscar além dos módulos e fazer o número máximo de questões, não deixando os assuntos acumularem. Meu grande erro foi não ter ouvido. Em 2016.1, quando perdi, não atentei à experiência de pessoas que previam o barco afundando, principalmente da minha mãe. Perdi a humildade e achei que sabia tudo. Acreditava veementemente que a lista de aprovados era apenas uma tênue linha que me separava do já certo ingresso na faculdade. Além disso, não estudei, ao longo do ano, temas médicos como deveria. No caso da Bahiana, este é um erro grave, o qual corrigi para 2016.2, buscando aprimorar a minha bagagem de "coringas" e citações para uma boa redação. Investir em aulas redação é essencial.

6 – Como o nosso curso contribuiu para a sua aprovação?

O curso MSL é detentor de grande parcela dos méritos do meu resultado. Quando entrei no curso, contava com uma base "ok" dos assuntos, mas ainda não percebia a malícia das questões e não pensava do jeito que a prova exigia. Teu costumava sinalizar que eu até estudava alguns assuntos de matemática e física que jamais cairiam. Felizmente, através dos ensinamentos de Mateus, um professor e amigo, pude melhorar nos assuntos que já dominava e investir naqueles que mais errava. Matemática e Física sempre foram as minhas melhores matérias, mas agora pude compreender e pensar do jeito mais rápido e prático para resolver as questões. Além disso, acredito que, para que os bons resultados venham, é necessário um bom ambiente de estudo, que nos deixe animados e confiantes - uma descrição perfeita para as aulas no MSL, nas quais não percebíamos o tempo passar.

7 – Qual a sua avaliação das nossas aulas?

Eu fazia aula de matemática e física no MSL. Teu é um dos melhores professores que já tive! Consegue tornar as aulas divertidas, dinâmicas e transmitir seu conhecimento para os alunos. É um professor que está sempre disponível para tirar dúvidas e que me muita passou confiança para simulados e vestibulares. Em resumo, os encontros envolviam muitas questões em uma aula só, mesclando momentos de concentração e diversão, sem perder o foco na aprovação

8 – Quem mais foi fundamental para sua aprovação? Gostaria de dizer alguma coisa a essa pessoa?

Todos que me acompanharam e que estiveram do meu lado foram fundamentais durante esta árdua jornada. Gostaria de agradecer aos meus professores - em especial, Teu, Caio e Tárcio - por todos os ensinamentos e por me concederem o que faltava para a aprovação, aos meus amigos antigos e aos que me aproximei e conheci neste ano, que sempre me apoiaram, e à minha namorada naquela época, que nunca deixou de ficar do meu lado. Além disso, não poderia esquecer da minha família, que, de forma singular, facilitou todo o processo. Agradeço a toda a minha família, mas em especial, à minha mãe, que sempre buscou melhores cursos e professores para mim e foi a que mais aguentou meu mau humor, ao meu pai, pois, independentemente de onde fosse a aula ou a minha saída, nunca hesitou em me levar, e à minha irmã, sempre me preparando lanches e animando (brigando comigo também kkkk) quando precisava.

9 – Qual conselho você daria para quem vai enfrentar o vestibular?

As pessoas, quando irão prestar vestibular, costumam pensar: "preciso passar agora, senão esse será um ano perdido". Sinceramente: se o indivíduo ficar no celular durante as aulas, checando instagram e whatsapp a todo momento e for para festas em todos os finais de semana, realmente será um ano perdido, pois ele não se dedicará 100% à vida social e nem ao vestibular. Porém, se aquele aluno que estudar seriamente e que, por uma infelicidade, não entrar, falar que foi um ano perdido, estará enganado. Tudo tem seu tempo e, mesmo sendo difícil de entender, o destino prega certas peças na gente que, no futuro, entenderemos que serviram para o nosso amadurecimento. Não desista, não se contente com uma 2ª opção. Minha grande inspiração para continuar estudando é que, no futuro, imagino um possível filho na época de vestibular me pedindo dicas. O que eu falaria para ele? Simplesmente que desisti do meu sonho? Não posso decepcioná-lo.

10 – Quais os planos daqui pra frente?

Ser feliz fazendo o que me faz feliz com quem me faz feliz.